27.10.14

Dor




Não sei como escrever. Não sei sequer como descrever o que sinto porque é tudo demasiado confuso. A minha vida tornou-se repentinamente uma névoa de dor que é impossível de ignorar, que me tolda o raciocínio e a capacidade de ser feliz. Dói tanto. A dor é demasiada e eu não sei lidar com ela. Cada golfada de ar provoca-me um ardor imenso no peito e fere ainda mais o meu coração. Porque após mais de um ano nesta relação, amar-te era tão básico como respirar, como viver. Amar-te era o meu dia a dia. Era a minha rotina. Amar-te era nada mais nada menos que segurança. E mesmo longe de ti conseguia sentir a tua presença no meu amor. Ela enchia-me o coração. E agora sinto-o tão pesado… Será o peso da mágoa? Seja o que for, não o quero sentir. Não quero sentir nada mais que o sabor dos teus beijos. Só quero encostar-me a ti e passar a minha mão pelo teu corpo. Quero sentir a pele das tuas mãos, que tantas vezes estiveram entrelaçadas nas minhas. Quero acariciar a tua cara e sentir o peso do teu olhar sobre mim. Quero rir daquilo que dizes. Quero irritar-te com cócegas. Quero ver mais um filme de terror contigo. Só mais um. Só mais um último beijo. Mais um último momento. Quero pelo menos despedir-me de tudo. Ou então não, ou então quero apenas nunca ter de dizer adeus. Quero apenas que sejas a parte contínua da minha vida. A âncora que eras. Porque tu sabes o apoio que me davas e sabes, também, o quanto eu preciso desse apoio, o quanto eu preciso de ti. E tu não imaginas as saudades que tenho de te ver. De dizer o teu nome. As saudades que tenho de te provocar. Mas o que mais me custa é não poder dizer que te amo quando, na realidade, só quero gritá-lo ao mundo, dizê-lo a toda a gente. Porque eu amo-te. Amo-te. Talvez não como inicialmente, mas não deixa de ser um amor intenso. Não deixa de ser um amor que não me permite afastar-me de ti. Continua a ser um amor que me faz querer lutar por tudo, lutar por ti e por mim, lutar por nós e pelo nosso amor. É um amor que não aguenta não ser recíproco. E tu sabes tão bem que sou assim, que sou tão persistente. Sabes que sou um piano de uma só tecla quando se trata de algo importante para mim. E tu és o que eu quero, não te posso deixar ir… Tenho medo da solidão. Tenho medo de perder o teu amor. Tenho medo de perder o meu amor por ti. Medo de tudo, medo de nada. Apenas medo. Medo do que o fim desta relação irá fazer comigo. Medo de todas estas palavras que tenho prisioneiras dentro de mim e que imploram por sair. Como não te perguntar se realmente não me amas? Mas como o fazer se a resposta pode ferir-me ainda mais? Como não te dizer todas as noites que te amo quando me despeço de ti, se é o “amo-te” a palavra que se encontra por detrás de todas as outras que pronuncio? E como posso eu ser tua amiga, se a minha maior esperança é que falar comigo ressuscite o teu amor? Quero pedir-te outra vez para vires ter comigo. Quero escrevê-lo aqui todos os dias até que se concretize. Sonho com ver o carro do teu pai lá fora, saber que estás nas escadas do meu prédio. Sonho que toques à minha campainha e que, quando te abrir a porta, me esmagues num abraço. Aí eu poderia beijar-te. Um beijo que iria aquecer a minha alma e dar sentido à minha vida. Iríamos ser novamente nós e não este cruel tu e eu. Mas o meu primeiro problema foi sonhar. E, infelizmente, continua a ser o meu problema. São as esperanças que me matam. No entanto, sem esperança eu seria apenas a dor. E eu não quero entregar-me a ela, não quero que ela me envolva completamente, apenas me quero entregar a ti.  

~ 4 ♥: ~

Carina Sofia says:
at: 29/10/14, 17:50 disse...

Eu compreendo-te. Dou-te um exemplo, eu namorei dois anos certinhos, e foram os melhores dois anos da minha vida e acabou assim de um momento para o outro. Pensei que o nosso amor era mais forte que tudo, mas enganei-me. A dor que senti foi insuportável, foi como se tivesse o motivo para viver, mas depois lembrei-me que já passei por coisas piores, esta foi apenas uma adicionar. E lembrei também que, primeiro estou eu e depois o resto. Pensa em querer ficar bem. Sei que é complicado, muito. O amor infelizmente tem dois lados e nós as duas estamos a passar por o lado horrível, o lado da perda e do sofrimento. Se eu fui capaz de me levantar, não digo suportar, mas levantar-me tu também consegues. Eu acredito e se precisares do quer que seja, estas á vontade, estarei aqui!

Sarafaela says:
at: 30/10/14, 15:00 disse...

A sério?! :o

Carina Sofia says:
at: 01/11/14, 21:42 disse...

Estou realmente preocupada contigo. Espero que tudo esteja melhor ou então, que TU que estejas melhor mesmo que a situação seja difícil. Quando poderes, diz-me algo!

Sereiα says:
at: 09/11/14, 21:17 disse...

tão sameeeeee!!!!!

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