25.11.14

Sábado.



Quando entrei na festa tu já lá estavas. Olhei disfarçadamente para ti e soube que os nossos olhares se encontraram. Desviei o olhar. Tinha decidido que não ia estragar isto. Não ia estragar esta oportunidade de provar que conseguia agir como tua amiga. Cumprimentei todos os teus amigos, cumprimentando-te também com um beijinho na cara. Podia ter-me sentado ao pé de ti, pensei nisso, mas preferi não o fazer. Ao invés sentei-me do lado contrário do sofá, ao lado de um dos teus amigos. E talvez não haja uma maneira certa de descrever Sábado porque senti-me demasiado feliz para o poder exprimir por palavras. E agora sinto-me demasiado desiludida para também o poder exprimir. Lembro-me do teu sorriso tão bem. De me fazeres perder todos os jogos, numa tentativa de me picares. E mesmo sem o tentar, dei-me bem contigo. Lembro-me de sentir os teus dedos no meu cabelo e de não conseguir acreditar no que estava a sentir. Lembro-me tão bem do nervosismo que tinha dentro de mim. Mas, o que não me sai mesmo da cabeça é aquele momento em que estava a ir embora da festa e tu acompanhaste-me ao carro. Senti-te a vires atrás de mim, sem dizeres palavra. Tive medo de me virar para trás, medo que pudesses mudar de ideias. Depois, senti os teus pés a pontapearem cuidadosamente os meus. Senti as tuas mãos nas minhas ancas, fazendo-me “cócegas”. Puseste-me o meu capuz e saímos para a rua. Lá estava frio e tentei fechar o meu casaco, embora não o tenha conseguido. Praguejei, lamentei-me, voltei a tentar, até que tu me fizeste parar e tu mesmo me fechaste o casaco. Continuámos a andar lado a lado, num silêncio não constrangedor. Olhaste para mim e perguntei-te o porquê de estares a olhar. Nada disseste, encostaste-te a mim e começaste a dar-me empurrões gentis. Estavas novamente a picar-me e eu estava a gostar tanto. Cada passo que dávamos era um passo para o fim daquilo que estava a acontecer, sentia-me tão assustada. A minha barriga caracterizava-se por um remoinho de borboletas que reagiam ao teu toque e ao teu olhar. De repente, puseste a tua mão junto à minha dentro do meu bolso como fizeste tantas vezes enquanto namorávamos. Senti-me tão espantada. Pensei que me fosses dar a mão. Senti-a mexer-se e ouvi-te dizer que estavas à procura da moeda que deixaste (propositadamente) no meu bolso. Estava sem reacção e assim deveria ser, porque qualquer reacção da minha parte certamente faria os meus dedos entrelaçarem-se nos teus. Puseste também a tua mão no meu outro bolso, procurando supostamente a moeda. Depois, voltaste aos teus encontrões. Passamos por um troço de estrada junto a uma vala e tu empurraste-me, pondo o teu braço à minha volta de modo a impedires-me de cair. Olhei para ti e a tua cara estava junto à minha, senti uma vontade explosiva de te beijar. Com sorte, continuámos a andar ao mesmo ritmo. Agora estávamos já junto ao carro, andei de encontro a ele mas quando te vi ainda parado voltei atrás para te voltar a dar um beijinho na cara. Desejei que me beijasses a sério, mas não o fizeste. Continuava a sentir-me nervosa junto a ti, como se fosse um primeiro encontro. Mas, engraçado, é que acho que foi o último.

~ 6 ♥: ~

Carina Sofia says:
at: 25/11/14, 17:03 disse...

r: fofinha, tu podes acreditar no que quiseres e convencer-te disso, mas se ele sentisse realmente a tua falta, ja te tinha dito qualquer coisa. Se te ama-se, não te tinha deixado. Quando se ama, como tu amas, a verdade dura muito a ser percebida. E o coração ainda não aceitou o facto da dor q estas a sentir, mas se não abrires os olhos, quando te aperceberes das coisas, vais sofrer ainda mais!

Carina Sofia says:
at: 25/11/14, 18:53 disse...

r: eu entendo-te, a sério que sim. entendo que estas naquela fase de imensas perguntas, mas nenhuma resposta para te deixar esclarecida e para tomares uma decisão, mas infelizmente não podes estar à espera de obter as respostas. Infelizmente, vais ter que fazer uma escolha: ou continuas a sofrer e deixar que ele continue a fazer isto ou segues a tua vida por mais complicado que seja. São decisões que magoam, atenção, vais sofrer, mas não achas que mereces ser feliz? Aprende a ser feliz sozinha e depois com outra pessoa! É o melhor conselho que te posso dar, porque na altura, foi o que me deram a mim.
Em relação a mim, ainda continuo com o rapaz. Não somos namorados, mas estamos juntos. é complicado explicar, mas não aconselho a ninguém estar assim.

Carina Sofia says:
at: 26/11/14, 17:57 disse...

r: não digas a isso. não é bom estar na situação que estou, é melhor estar como tu estas, desculpa dizer-te. é das piores coisas estares c a pessoa que gostas e não poderes abrir-te abertamente, não lhe chamar o que queres, dizer-lhe o que sentes, brincar, tudo. existe um impedimento par tudo, por isso é que não aconselho a ninguém a minha situação!
em relação a ti, só espero que não saias magoada, ainda mais, porque o que estou a perceber que é que esta acontecer exatamente. Estas a iludir-te e a queda vai ser melhor bby.

Carina Sofia says:
at: 27/11/14, 01:21 disse...

r: sim acontece. quando estamos juntos reagimos como pessoas que namoram, mas nunca é igual. nada é igual. estou numa situação q não aceito, mas eu faço qualquer coisa para estar com ele, mesmo q esta seja única maneira. Se é errado? É muito!
Deixa ver se ele te diz algo, pode ser q diga, mas não vás atrás. Não lhe deixes ter-te na mão.

Carina Sofia says:
at: 28/11/14, 02:49 disse...

r: não acho que ele goste. pode ver-me como uma carinho especial, mas gostar? isso desapareceu quando ele acabou comigo há meio ano! :c
Por um lado, eu entendo a atitude dele, não te quer dar esperanças, mas o mais importante, não te quer magoar e isso sim, é uma atitude de homem!

Sarafaela says:
at: 28/11/14, 09:08 disse...

Podemos juntar-nos as duas 😝
tu não tens noção do quanto eu adoro os teus textos

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