Nasceu do
improvÔvel, do acaso. Ninguém apostava em nós e decididamente ninguém
acreditava que pudesses ser certo para mim. Foi um beijo no verdade ou
consequência. Insistência por parte dos teus amigos. Conversas pela madrugada dentro. As idas ao ginÔsio. Aquelas noites a dançar juntos no São Pedro. Finalmente
comeƧaram os pequenos toques. O primeiro beijo. Aquelas demonstraƧƵes de
carinho em frente aos teus amigos. E, por fim, o pedido de namoro por que ninguƩm
esperava. E eu só espero que tudo continue assim ou melhor ainda. Porque foda-se, estou tão apaixonada.
Os dias passaram, com eles semanas, e depois meses. JĆ” tudo parecia distante, difĆcil de voltar a alcanƧar, mas mesmo assim ela recusava-se a desistir. Se desistisse poderia nunca voltar a tĆŖ-lo, poderia nunca voltar a ouvir a sua voz e a ver o seu sorriso. Quando passava por ele na rua, ele fingia nĆ£o a ver, era como se fosse invisĆvel, um pedaƧo de nada. A pequena sorriu-lhe, ele olhou para ela com indiferenƧa e seguiu o seu caminho. Magoada, procurou todas as suas forƧas para se manter de pĆ©, com a cabeƧa erguida e um sorriso na cara, enquanto acenava Ć sua melhor amiga que lhe contava alguma coisa que esta fingia estar a ouvir. Mas era de noite que a menina se afundava na sua cama, tapava a cara com a almofada e chorava. Chorava atĆ© se sentir melhor, atĆ© se libertar daquela dor. Depois disso, levantava-se e dirigia-se atĆ© ao armĆ”rio do seu quarto. Na Ćŗltima gaveta, bem lĆ” no fundo, submerso por montes de roupa, encontrava-se um caderno. Um caderno que abarrotava de folhas q...

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