Só quero que me saias da cabeça, só.

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14.5.17

Quinta-feira.


Quinta-feira.

Tenho vergonha em admitir que ver-te abalou todas as minhas certezas. Nunca diria a ninguém que verifiquei o telemóvel a noite inteira na esperança de que te sentisses um pouco perdido como eu. Tentei esconder o facto de não conseguir tirar os olhos de ti. Esforcei-me por chamar a razão, por me relembrar o quanto me magoei contigo... Mas a razão nunca me deu ouvidos no que toca a ti. Irónico é que precisei de vários meses para te expulsar do meu pensamento mas bastou uma noite para ocupares a minha cabeça de madrugada. E como nunca o diria a ninguém, escrevo-o aqui, onde o meu segredo ficará a salvo.

18.1.17

Que culpa tens tu se o tempo me levou?


Que culpa tens tu se o tempo me levou?

Não sei ao certo o que escrever. Sinto que não sei nada. Ou melhor, sinto que sei mas quem me dera estar errada! O tempo continua a passar e tu estás cada vez mais distante. És uma miragem no deserto, um desejo inalcançável. E eu continuo à tua espera, tal como em todos os textos anteriores. Continuo cheia de sentimentos que transbordam de mim. Continuo sem te procurar, numa espera eterna que sintas saudades, vontade de falar comigo. Mas bolas… Eu conheço-te. E, por mais que o odeie, eu consigo aperceber-me pelas tuas atitudes que tu não precisas de mim. Que, apesar de teres dito que não sabes o que sentes, o teu amor por mim já acabou. E, a sério, não faz mal. Dizem que o tempo tudo apaga, por isso que culpa tens tu se o tempo me levou? E foda-se, tenho tanta pena. Acredita, tu eras realmente incrível. Tu foste uma surpresa enorme e superaste todas as minhas expectativas. Eras muito mais do que aquilo que os outros falavam a teu respeito e, apesar do nosso tempo juntos ter sido curto, deste-me momentos que vou guardar sempre comigo. Por isso, só te quero agradecer. Só quero dizer-te um enorme “obrigada” por todos os sorrisos e um pesaroso “desculpa” por todas as discussões. Obrigada por me teres escolhido. E agora, só posso esperar que o tempo também te leve. Só posso parar de correr atrás de ti, parar de lutar por algo que só existe em mim. Só posso desistir. Mas acredita, não houve um único segundo em que não te amasse. Nem agora, no fim. Por isso, peço também desculpa por estar a desistir, por não tentar mais, por não te procurar. Só que acho que não vale a pena procurar alguém que não quer ser procurado. Alguém que não demonstra sentir a minha falta. Desculpa, desculpa, desculpa, desculpa por tudo e por nada. Desculpa por todas as minhas paranoias, inseguranças e filmes. Desculpa se foram três meses e não muitos mais. Quem me dera ter feito muito melhor. Enfim, desculpa. Não te vou procurar mais e, meu deus, como quero que me procures. Mas sei que não vais. Portanto, despeço-me de ti. Desisto de ti. Estou a partir.

15.1.17

...


...

Queria não pensar em ti mas és tudo aquilo em que penso.

7.1.17

O que for para ser, será.


O que for para ser, será.

Sabes que mais? O que for para ser, será. Não estou para perder mais um segundo da minha vida a chorar por coisas que não dão certo, por amores perdidos, sentimentos não correspondidos. Não estou para inventar mais desculpas para o teu comportamento quando a resposta está mesmo à frente dos meus olhos. Eu estou aqui, no meu lugar de sempre. Eu sou tua e sei que continuo apaixonada por ti. Mas se não me procurares, também não irei andar atrás. Estou a dar a mim mesma a oportunidade de seguir em frente, de permitir que outras pessoas me conheçam. Complicar para quê? É tão simples, se me quiseres hás de me procurar. Tudo se trata de quereres alimentar o que sentes por mim ou esquecer. Trata-se de quereres começar de novo ou terminar de vez. E isso só o teu coração pode decidir. E se não voltar a ter notícias tuas, só posso presumir que não me quiseste o suficiente para nos dar uma nova hipótese. Todos nós passamos pela dor, mas continuar em sofrimento é uma escolha nossa. A partir deste momento, eu escolho não esperar por ti e orgulho-me tanto de mim mesma por isso!

27.12.16

Desistir.


Desistir.

Sinto-me ridícula. Pensei que tudo fosse uma questão de amor. Pensei que fosse uma questão de saudades. Mas há medida que o tempo passa apercebo-me que foi uma questão de facilidade. Que te bastou estalar os dedos para eu estar ali para ti. Que bastou uma palavra tua para teres tudo o que quisesses de mim. Sou tão parva, credo! Achei realmente que tinha significado alguma coisa para ti. Que eu tinha importância, que não querias que eu continuasse fora da tua vida. Vejo agora que eu não podia ser mais indiferente para ti. Inventei desculpas para a tua distância, para as conversas que acabavam sem resposta. Achei que precisavas de tempo, de espaço. Mas como é que não vi que tu só não precisas é de mim? E o problema é que, de alguma forma, quis acreditar que te tinha realmente tocado. Que o nosso amor tinha sido verdadeiro, embora complicado. Quis acreditar que o teu coração se sentia apertado quando ouves o meu nome. Que nas noites sem dormir roubo os teus pensamentos. Quis, como tudo, não ser mais uma namorada. Queria ser aquela que te fez sentir mais que todas as outras. Aquela que te faria engolir esse orgulho gigante que tu tens. E, por fim, apercebo-me que não sou. Que não vais voltar para mim porque, no fundo, não morreste de saudades. Eu não sou nada e tenho de parar de tentar ser. Tenho de parar de lutar por isto sozinha, porque foda-se, é o que eu continuo a fazer. Sempre a correr atrás de ti e a levar para trás. Sempre com conversas que acabam com um visto ou que não recebem qualquer resposta sequer. E, mesmo assim, ainda quero ter esperanças! Ainda te quero aqui! Que idiota. Há duas semanas atrás, toda feliz, a sorrir pelos cantos com a certeza absoluta que as coisas iam funcionar, com toda a certeza do planeta que as tuas atitudes significavam que ainda havia amor. E agora, onde estás tu? Onde estão as minhas certezas? Não sobrou nada. Neste momento, só tenho a certeza que não significo nada. E, sinceramente, estou a desistir. Foi uma estupidez pensar que querias o mesmo que eu. Talvez nem fosse tua intenção magoar-me. Talvez realmente tivesses saudades, talvez achasses que ainda sentias alguma coisa, talvez tenha sido o álcool. Seja o que for, certamente te apercebeste que queres continuar a tua vida sem mim. E, por muito que me custe, eu tenho de parar com isto. Só estou a causar dor a mim mesma. Tenho de te tirar da cabeça e do coração. Desisto de nós. 

19.12.16

"Se der medo, vai com medo".


"Se der medo, vai com medo".

O momento por que tanto esperei estava a desenrolar-se à minha frente. Era como a cena de um romance, o rapaz que voltou pela rapariga. Era o final que imaginei para mim repetidamente na minha cabeça. Era tudo aquilo em que conseguia pensar nos últimos meses e estava a acontecer. E bolas! A única coisa que senti foi um pânico tremendo. Um completo medo de fazer qualquer tipo de asneira que pudesse arruinar o que estava a suceder naquele instante. Caminhei lentamente até ti. Sinceramente, pensei que quando estivéssemos juntos iria ser constrangedor. Que aquela faísca que sempre houve entre nós talvez se tivesse extinguido. Pensei que já não soubéssemos o que era estar nos braços um do outro. Mas foi tudo tão fácil, aconteceu tudo tão naturalmente. Exatamente como o desenrolar de um filme. Fiquei surpreendida quando me deste a mão para dançar. Fiquei especialmente surpreendida com o quão esse simples toque me aqueceu. Como esse pequeno gesto despertou todas as minhas esperanças novamente, como se alguém tivesse acendido um interruptor dentro de mim. Rodopiámos ao som da música. Dançámos juntinhos, com nada mais do que as roupas a separar-nos. Naquele momento senti que não havia nada no mundo que me fizesse sair de ao pé de ti. E exatamente quando os nossos corpos estavam encostados, os teus lábios procuraram os meus. E também isso foi precisamente como imaginei. Deixou-me em chamas! Deixou-me esfomeada, insaciável. E agora, estou a divagar sobre todos aqueles ditados que dizem “quando mais se tem, mais se quer”, “nunca nada é demais”, “dão-nos a mão e pedimos pelo braço”. Porque agora que te tive por um segundo, só quero ter-te por inteiro. Só quero deitar-me outra vez contigo nos meus lençóis e roubar-te mais gemidos. Quero que os nossos corpos se fundam num só, ao ritmo da nossa respiração acelerada. E foda-se, não se trata do sexo. Trata-se de ti. De seres tu. Trata-se de te desejar, de querer roubar a tua alma, conquistar o teu coração e possuir o teu corpo. E eu estou literalmente a afogar-me nos meus sentimentos, nesta confusão enorme que vai dentro de mim. Estou apavorada, não te consigo tirar da cabeça. Que raio é isto? O que significou para ti? O que sentes por mim? As interrogações são tantas mas não quero fazer perguntas. Não quero apressar nada. Quero que voltes para mim porque o queres a cem por cento. Porque se for para ser, que seja a valer! Que seja para mostrar a toda a gente que não têm razão sobre nós e que do nosso amor, da nossa história, só nos dois sabemos. Que seja para fazermos bem desta vez. E enfim, sabes como dizem? “Se der medo, vai com medo”. Por isso, estou aqui para o quer der e vier. Mesmo apavorada, dei o salto. E espero mesmo não ser a única a saltar desta vez.

30.11.16

Quero(-te).


Quero(-te).

Foda-se. Que vontade de escrever e sem sequer perceber como é possível explicar tais sentimentos. Sinto-me a perder toda a sanidade existente em mim, os meus pensamentos coerentes fogem como folhas levadas pelo vento. Quero-te e não quero esperar mais para te ter. Sinto uma necessidade urgente de ti, uma saudade incontrolável. E, pela primeira vez, finalmente sinto que talvez este estado seja recíproco. Desde aquela quarta feira, desde aquela conversa, desde aquele desabafo no teu twitter. Desde que soube que tens saudades minhas, és tudo aquilo em que consigo pensar. Após dois intermináveis meses em que tudo fiz para te apagar, assomas à minha superfície. És como uma boia a navegar sobre a mais escura das marés. Tento nadar contra todas as ondas mas ambos sabemos que nadar nunca foi o meu forte. Tento aproximar-me de ti mas a ondulação continua a levar-te para longe. E quando penso que te toquei, voltas a fugir da minha vista. Onde estás? Quero-te aqui e quero-te já. Desejo saciar as minhas saudades, beijar-te ferozmente. Roubar dos teus lábios o sempre presente trago do teu cigarro. Tento ser paciente, esperar que venhas a mim de livre vontade. Mas será que vens? E é essa a pergunta que me intriga, que me assombra, que revolve o meu interior. Espero, espero, espero, espero! Uma eterna espera que parece nunca mais acabar. Cada segundo que passa prolonga o meu sofrimento, aumenta as minhas inseguranças. E eu odeio estar incerta! Quero revirar o teu interior, sondar os teus olhos numa busca pelo que sentes. Quero ler a voz por detrás das tuas palavras. Quero recordar-te qual é a sensação do meu toque, de te ter nos meus braços. Quero pedir mil desculpas porque, no fundo, sei que nunca te soube ter. Quero que me peças mil desculpas porque, no fundo, nunca me soubeste ter. Quero transbordar-te com a minha alma, ao invés de tentar colá-la a umas simples palavras num papel. O que é que são palavras quando podia demonstrar-te com um simples toque? Quero tanto que me procures que me perco. Mergulho de cabeça num mar de possibilidades quando talvez tudo seja impossível. Não me desiludas, não desta vez. Espero por ti, espero por este encontro. Espero por uma noite no cinema, sentada ao teu lado. Não como no passado, mas sim num novo início. Espero deliciar-me com o teu sorriso encantador e fraquejar ao sentir o teu cheiro. Espero que encontres em mim tudo aquilo que sempre gostaste e espero que possamos aprender a amar também aquilo que sempre odiámos. Espero por um novo primeiro beijo, roubado quando não estiver à espera. Espero por ti mas, se desta vez não vieres, prometo não voltar a correr atrás. 

10.10.16

Abraço silencioso.


Abraço silencioso.

Existe tanto por dizer e eu simplesmente não sei por onde devo começar. As palavras morrem na minha garganta sem que as possa dirigir a ti. Os meus gritos mudos morrem cercados por estas quatro paredes cinzentas. O meu coração sofre por não te poder amar livremente. O meu corpo definha por não sentir o calor do teu. A minha face deseja poder encostar-se ao teu peito, num abraço sem palavras onde os sentimentos falassem por nós, onde a saudade fosse mais forte que todas as acções que nos separaram. Os teus braços fortes iam apertar-me contra ti, prometendo silenciosamente agarrar-me para sempre. Ias sorrir-me e eu saberia que haveríamos de arranjar uma solução. Porque se tu acreditasses, eu acreditava. Porque se tu quisesses, eu não pensava duas vezes. Porque se me sorrisses, eu ia voltar ao nosso primeiro encontro e o meu estômago ia encher-se das mais rebeldes borboletas. Iríamos estar outra vez no São Pedro abraçados desajeitadamente, sonhando com o primeiro beijo. Irias mexer-me no cabelo e beijar-me carinhosamente a testa. Ainda não haveriam problemas entre nós e eu saberia que o futuro era certamente contigo. Íamos amar-nos em segredo, com aquele medo miúdo que não fosse retribuído. Ias olhar para mim e iria parecer a mais bela da festa, aquela única rapariga que tu querias. E eu ainda não teria ferido o teu coração de maneira a que o teu lugar não fosse mais ao meu lado. Não seríamos ainda dois amantes separados porque não nos soubemos ter. Neste momento poderia estar a dividir os meus lençóis contigo, aquecida pelo calor do teu corpo junto ao meu. Poderia passar as minhas mãos pelos teus contornos já conhecidos e saberia que és meu. Poderia beijar o topo da tua cabeça e prometer cuidar de ti, sentir o cheiro doce do teu perfume misturado com o trago do cigarro que fumas sempre antes de dormir. Pior que sofrer, é saber que também sofres por mim. Não devias. É que sabes, sempre adorei ver-te sorrir. Sempre amei essa tua personalidade engraçada. Mesmo quando não queria amar-te, quando lutava com tudo o que tinha contra isso, já te amava. Espero que não tenhas chorado por mim, não outra vez. Espero que não estejas preocupado comigo. Sinceramente, magoei-te demais para que devas sequer pensar em mim. Mas não foi por mal, sou demasiado inconsequente, imprudente e precipitada. Se eu não tivesse seguido humanidades talvez pudesse ser cientista. Talvez fosse genial o suficiente para voltar atrás no tempo, falar contigo ao invés de dançar com outro rapaz para me vingar. Talvez pudesse voltar ao primeiro dia sabendo de antemão onde íamos errar e evitando este desfecho. Dessa maneira, não estaria às duas e meia da manhã a escrever sobre ti. Estaria a dormir com um sorriso na cara por saber que me pertencias. Não teria medo de adormecer e sonhar contigo porque ainda serias meu ao amanhecer. Mas enfim, sempre me disseste que não sou realista. Eu acredito em milagres, eu acredito no amor. Acredito que possa vencer tudo. Sempre me disseste que devia andar com os pés na terra mas sem ti não tenho chão. Sou apenas um relógio avariado, parado no tempo. E se um mais um é igual a dois, porque é que não consigo somar contigo? E se o amor é de verdade, porque é que não conseguimos ultrapassar todos os obstáculos? E se eu amo ver-te sorrir, porque é que não fui capaz de te fazer feliz? Custa-me saber que me despedi de ti sem saber que era a última vez. Que não era um "até já". Devia ter olhado para ti e decorado todos os contornos da tua face. Devia ter prolongado o beijo, o nosso último beijo. Agora estás a quilómetros, possivelmente a fazer os possíveis e impossíveis para me tirar da tua vida. Provavelmente antes de adormeceres pensaste em mim e rapidamente te obrigaste a esquecer esse pensamento. Não deve faltar muito para ser a única a sentir saudades. Não deve faltar muito para ser a única a amar. E sinceramente, nem quero saber. Se não te tenho a ti, então também não desejo mais ninguém.

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