Sabes, nunca julguei um dia vir a estar na posição de partir o coração de alguém. Nunca pensei que teria de causar a alguém toda a dor que eu já sofri. Sempre fui eu a esquecida. E, sinceramente, só gostava de perguntar a algum dos meus ex namorados como o fez. Como reuniu a coragem. Como conseguiu olhar-me nos olhos enquanto acabava com os meus sonhos de uma vida a dois. Só quero que alguém o faça por mim porque eu nunca te quis magoar. Não era minha intenção deixar de te amar.
Os dias passaram, com eles semanas, e depois meses. Já tudo parecia distante, difícil de voltar a alcançar, mas mesmo assim ela recusava-se a desistir. Se desistisse poderia nunca voltar a tê-lo, poderia nunca voltar a ouvir a sua voz e a ver o seu sorriso. Quando passava por ele na rua, ele fingia não a ver, era como se fosse invisível, um pedaço de nada. A pequena sorriu-lhe, ele olhou para ela com indiferença e seguiu o seu caminho. Magoada, procurou todas as suas forças para se manter de pé, com a cabeça erguida e um sorriso na cara, enquanto acenava à sua melhor amiga que lhe contava alguma coisa que esta fingia estar a ouvir. Mas era de noite que a menina se afundava na sua cama, tapava a cara com a almofada e chorava. Chorava até se sentir melhor, até se libertar daquela dor. Depois disso, levantava-se e dirigia-se até ao armário do seu quarto. Na última gaveta, bem lá no fundo, submerso por montes de roupa, encontrava-se um caderno. Um caderno que abarrotava de folhas q...
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