30.11.16

Quero(-te).


Foda-se. Que vontade de escrever e sem sequer perceber como é possível explicar tais sentimentos. Sinto-me a perder toda a sanidade existente em mim, os meus pensamentos coerentes fogem como folhas levadas pelo vento. Quero-te e não quero esperar mais para te ter. Sinto uma necessidade urgente de ti, uma saudade incontrolável. E, pela primeira vez, finalmente sinto que talvez este estado seja recíproco. Desde aquela quarta feira, desde aquela conversa, desde aquele desabafo no teu twitter. Desde que soube que tens saudades minhas, és tudo aquilo em que consigo pensar. Após dois intermináveis meses em que tudo fiz para te apagar, assomas à minha superfície. És como uma boia a navegar sobre a mais escura das marés. Tento nadar contra todas as ondas mas ambos sabemos que nadar nunca foi o meu forte. Tento aproximar-me de ti mas a ondulação continua a levar-te para longe. E quando penso que te toquei, voltas a fugir da minha vista. Onde estás? Quero-te aqui e quero-te já. Desejo saciar as minhas saudades, beijar-te ferozmente. Roubar dos teus lábios o sempre presente trago do teu cigarro. Tento ser paciente, esperar que venhas a mim de livre vontade. Mas será que vens? E é essa a pergunta que me intriga, que me assombra, que revolve o meu interior. Espero, espero, espero, espero! Uma eterna espera que parece nunca mais acabar. Cada segundo que passa prolonga o meu sofrimento, aumenta as minhas inseguranças. E eu odeio estar incerta! Quero revirar o teu interior, sondar os teus olhos numa busca pelo que sentes. Quero ler a voz por detrás das tuas palavras. Quero recordar-te qual é a sensação do meu toque, de te ter nos meus braços. Quero pedir mil desculpas porque, no fundo, sei que nunca te soube ter. Quero que me peças mil desculpas porque, no fundo, nunca me soubeste ter. Quero transbordar-te com a minha alma, ao invés de tentar colá-la a umas simples palavras num papel. O que é que são palavras quando podia demonstrar-te com um simples toque? Quero tanto que me procures que me perco. Mergulho de cabeça num mar de possibilidades quando talvez tudo seja impossível. Não me desiludas, não desta vez. Espero por ti, espero por este encontro. Espero por uma noite no cinema, sentada ao teu lado. Não como no passado, mas sim num novo início. Espero deliciar-me com o teu sorriso encantador e fraquejar ao sentir o teu cheiro. Espero que encontres em mim tudo aquilo que sempre gostaste e espero que possamos aprender a amar também aquilo que sempre odiámos. Espero por um novo primeiro beijo, roubado quando não estiver à espera. Espero por ti mas, se desta vez não vieres, prometo não voltar a correr atrás. 

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