19.12.16

"Se der medo, vai com medo".


O momento por que tanto esperei estava a desenrolar-se à minha frente. Era como a cena de um romance, o rapaz que voltou pela rapariga. Era o final que imaginei para mim repetidamente na minha cabeça. Era tudo aquilo em que conseguia pensar nos últimos meses e estava a acontecer. E bolas! A única coisa que senti foi um pânico tremendo. Um completo medo de fazer qualquer tipo de asneira que pudesse arruinar o que estava a suceder naquele instante. Caminhei lentamente até ti. Sinceramente, pensei que quando estivéssemos juntos iria ser constrangedor. Que aquela faísca que sempre houve entre nós talvez se tivesse extinguido. Pensei que já não soubéssemos o que era estar nos braços um do outro. Mas foi tudo tão fácil, aconteceu tudo tão naturalmente. Exatamente como o desenrolar de um filme. Fiquei surpreendida quando me deste a mão para dançar. Fiquei especialmente surpreendida com o quão esse simples toque me aqueceu. Como esse pequeno gesto despertou todas as minhas esperanças novamente, como se alguém tivesse acendido um interruptor dentro de mim. Rodopiámos ao som da música. Dançámos juntinhos, com nada mais do que as roupas a separar-nos. Naquele momento senti que não havia nada no mundo que me fizesse sair de ao pé de ti. E exatamente quando os nossos corpos estavam encostados, os teus lábios procuraram os meus. E também isso foi precisamente como imaginei. Deixou-me em chamas! Deixou-me esfomeada, insaciável. E agora, estou a divagar sobre todos aqueles ditados que dizem “quando mais se tem, mais se quer”, “nunca nada é demais”, “dão-nos a mão e pedimos pelo braço”. Porque agora que te tive por um segundo, só quero ter-te por inteiro. Só quero deitar-me outra vez contigo nos meus lençóis e roubar-te mais gemidos. Quero que os nossos corpos se fundam num só, ao ritmo da nossa respiração acelerada. E foda-se, não se trata do sexo. Trata-se de ti. De seres tu. Trata-se de te desejar, de querer roubar a tua alma, conquistar o teu coração e possuir o teu corpo. E eu estou literalmente a afogar-me nos meus sentimentos, nesta confusão enorme que vai dentro de mim. Estou apavorada, não te consigo tirar da cabeça. Que raio é isto? O que significou para ti? O que sentes por mim? As interrogações são tantas mas não quero fazer perguntas. Não quero apressar nada. Quero que voltes para mim porque o queres a cem por cento. Porque se for para ser, que seja a valer! Que seja para mostrar a toda a gente que não têm razão sobre nós e que do nosso amor, da nossa história, só nos dois sabemos. Que seja para fazermos bem desta vez. E enfim, sabes como dizem? “Se der medo, vai com medo”. Por isso, estou aqui para o quer der e vier. Mesmo apavorada, dei o salto. E espero mesmo não ser a única a saltar desta vez.

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