Para quem
quer, o tempo é infinito. Podia escrever apenas esta primeira frase e não
haveria mais nada a dizer. Mas eu nunca fui de poucas palavras, nunca fui de
deixar por dizer ou de guardar para mim. Para ti, pelo contrário, tudo é um
segredo. Gostava de me sentir segura, no entanto, só sinto dúvidas. Sou
atormentada por milhares de perguntas às quais tu não respondes. Sou devorada
pela possibilidade de ser mais para mim do que para ti. Estou a enganar-me a
mim mesma. Não és tu, são as minhas esperanças que me enganam. E eu preciso de
matá-las, preciso desesperadamente de me afastar de tudo isto. Chega de me
magoar constantemente, uma vez atrás da outra. Não quero que sejas mais uma dor
na minha vida, tenho de sair disto agora. Por muito que possa gostar de tudo
aquilo que tu és, não há como lutar por uma pessoa que não tem um espaço
guardado para mim. Nunca estou nos teus planos e eu creio que isso não importa
para ti. Não temos nada, mas gostava tanto de ser um “nada” importante. No
entanto, a pouco e pouco, apercebo-me que o mistério apenas significa que não
tens como dizer o mesmo quanto a mim. Eu não sou nada e chega de tentar ser
alguma coisa.
Os dias passaram, com eles semanas, e depois meses. Já tudo parecia distante, difícil de voltar a alcançar, mas mesmo assim ela recusava-se a desistir. Se desistisse poderia nunca voltar a tê-lo, poderia nunca voltar a ouvir a sua voz e a ver o seu sorriso. Quando passava por ele na rua, ele fingia não a ver, era como se fosse invisível, um pedaço de nada. A pequena sorriu-lhe, ele olhou para ela com indiferença e seguiu o seu caminho. Magoada, procurou todas as suas forças para se manter de pé, com a cabeça erguida e um sorriso na cara, enquanto acenava à sua melhor amiga que lhe contava alguma coisa que esta fingia estar a ouvir. Mas era de noite que a menina se afundava na sua cama, tapava a cara com a almofada e chorava. Chorava até se sentir melhor, até se libertar daquela dor. Depois disso, levantava-se e dirigia-se até ao armário do seu quarto. Na última gaveta, bem lá no fundo, submerso por montes de roupa, encontrava-se um caderno. Um caderno que abarrotava de folhas q...

eu quando gosto realmente do livro tenho imensa vontade de o ler de novo, foi o caso deste e do Três metros a cima do céu
ResponderEliminarEu pedi para o Natal ( sim é verdade que já ando a pedir prendas de natal e de aniversário ) 'A culpa é das estrelas'
r: felizmente, tenho alguém, mas espero que esse alguém não saia da minha vida tão cedo. Vamos ver..
ResponderEliminarO que se passa, realmente?
Eu adorei os dois
ResponderEliminarEu prefiro ter mesmo os livros
"Para quem quer, o tempo é infinito" Esta frase...
ResponderEliminarDescobri o teu blogue hoje mas, só por este texto já me deu vontade de te acompanhar.