Sorrisos de Verão? Sinceramente, desde as
férias que não sei o que é sorrir a sério, sorrir com vontade, daqueles que
deixam os nossos olhos brilhantes. Quando o verão acabou era tudo um grande
drama. O rapaz por quem estava apaixonada ia estudar para longe. Não sabia o
que ele sentia por mim. Mas, ao mesmo tempo, estava eufórica. Ao pé dele, tudo o
que fazia era rir. Por volta da altura das férias de Natal, tudo o que sabia
era o sentimento de ser trocada. De não ser suficiente. Sabem, certo? É aquele
género de mágoa que dificilmente nos larga, que aparece em todos os momentos
para nos proibir de seguir em frente. É um lembrete constante de que o amor
pode ser uma desilusão. E acho que me agarrei a esse sentimento de tal maneira,
que o uso como desculpa para nem sequer tentar. O amor assusta-me. Há tantos ses, tantos mas, tantas complicações. E eu continuo magoada. É um género de
mágoa acumulativa que vai crescendo a cada nova desilusão. É uma soma
interminável. E, acreditem, não quero juntar mais nenhum número à conta. Não
quero perder noites de sono a chorar por alguém, nem quero tentar
desesperadamente agradar alguém que nunca vai perceber o meu esforço. Mas, apesar
de todos os contratempos, quem me dera ter amor. Estou completamente sozinha
enquanto vejo todos os outros a seguir com a vida. Todos os meus antigos
namorados com novas raparigas aos seus lados. E eu continuo aqui, deitada com o
meu gato, chorona e resignada com a vida. E, por isso, apercebo-me que é a
altura de fazer mudanças. Chegou o momento de aprender a amar-me a mim mesma ao
invés de precisar que alguém me ame. É a altura de fazer coisas por mim. E
creio que, apesar de ter criado o meu blog com o intuito de escrever cartas
para o meu passado, devo começar a concentrar-me no futuro. E, principalmente,
devo sorrir.
Os dias passaram, com eles semanas, e depois meses. Já tudo parecia distante, difícil de voltar a alcançar, mas mesmo assim ela recusava-se a desistir. Se desistisse poderia nunca voltar a tê-lo, poderia nunca voltar a ouvir a sua voz e a ver o seu sorriso. Quando passava por ele na rua, ele fingia não a ver, era como se fosse invisível, um pedaço de nada. A pequena sorriu-lhe, ele olhou para ela com indiferença e seguiu o seu caminho. Magoada, procurou todas as suas forças para se manter de pé, com a cabeça erguida e um sorriso na cara, enquanto acenava à sua melhor amiga que lhe contava alguma coisa que esta fingia estar a ouvir. Mas era de noite que a menina se afundava na sua cama, tapava a cara com a almofada e chorava. Chorava até se sentir melhor, até se libertar daquela dor. Depois disso, levantava-se e dirigia-se até ao armário do seu quarto. Na última gaveta, bem lá no fundo, submerso por montes de roupa, encontrava-se um caderno. Um caderno que abarrotava de folhas q...

todo dia um novo sorriso. sorriso profundo e verdadeiro.
ResponderEliminarabraço.
lindo final de semana. e abraco profundo!
ResponderEliminarInfelizmente é um facto, existe sempre aquela pessoa do passado que mexe mais connosco do que qualquer pessoa do presente...
ResponderEliminarPensa assim: se não te respondeu é porque nem está mais interessado, usa esse desinteresse para desistires, eu sei que não é facil fazer isso ( eu própria estou a tentar e ainda não consegui )
Devemos ser felizes por nós próprios. O nosso sorriso e alegria só devem depender de nós. O meu ex acabou comigo no Verão passado, passei o Verão numa angústia terrível. Depois percebi o quão estúpida que estava a ser e comecei a apreciar a vida sozinha. E estou mais feliz que nunca.
ResponderEliminarUm beijinho* BATIK by Olívia Muniz