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Mensagens

Vamos ficar bem.

Ɖ estranho. Terrivelmente estranho pensar que estive os Ćŗltimos trĆŖs anos da minha vida na mesma sala de aulas que tu. Quase todos os dias, passei por ti. Dia após dia, convivi contigo. E nem por um segundo pensei que irĆ­amos chegar a este momento. Desde o comeƧo que todas as probabilidades estavam contra nós. Toda a gente me avisava quanto a ti, todos diziam que nĆ£o devia tentar. E sinceramente, atĆ© eu acreditava nisso. NĆ£o esperava nada de ti e tentava a todo o custo rejeitar os meus sentimentos. Pressentia que estava a cometer um erro tĆ£o grande, que me ias magoar de tal maneira. Mas quanto mais tempo passava contigo maior era a minha vontade de voltar a encontrar-te. E eu nunca fui de desistir. Tinha de arriscar, tinha de saber se valerias a pena. Desse modo, recusei todos os conselhos e resolvi conhecer-te como nunca tinha feito durante todos estes anos. Deixei que contasses o teu lado das histórias e permiti-me a mim mesma acreditar na tua versĆ£o. E sabes que mais? O meu coraƧ...

Se calhar, o amor não chega.

Ainda só passou um mĆŖs. E em tĆ£o pouco tempo foram mais as discussƵes que os momentos felizes. Estou saturada. Ou melhor, ambos estamos. Qualquer coisa que diga leva a nova discussĆ£o e, sinceramente, comeƧo a ter medo de falar. Estou só com tanto medo. Aterrorizada. Estou a entrar novamente no caminho das desilusƵes a passos largos. Cheguei ao ponto de estar constantemente Ć  espera que me digas que nĆ£o estĆ”s feliz. Constantemente Ć  espera da discussĆ£o que irĆ” despoletar o fim. E o problema Ć© que nĆ£o acho que seja possĆ­vel ultrapassar isto. Nós somos como imanes que se afastam e, por muito que tente aproximar-me, sou sempre puxada novamente para trĆ”s. E o verdadeiro problema Ć© que um mĆŖs chegou para ficar completamente apaixonada. E oh, estar apaixonada Ć© tĆ£o, mas tĆ£o assustador. Ɖ o motivo por que choro tantas vezes. Ɖ o motivo que me leva a ficar mesmo quando tudo aponta para fugir. Mesmo quando discutes por razĆ£o alguma. Mesmo quando peƧo desculpa e nĆ£o chega. E bolas, estou tĆ£o fa...

Apaixonada.

Nasceu do improvÔvel, do acaso. Ninguém apostava em nós e decididamente ninguém acreditava que pudesses ser certo para mim. Foi um beijo no verdade ou consequência. Insistência por parte dos teus amigos. Conversas pela madrugada dentro. As idas ao ginÔsio. Aquelas noites a dançar juntos no São Pedro. Finalmente começaram os pequenos toques. O primeiro beijo. Aquelas demonstrações de carinho em frente aos teus amigos. E, por fim, o pedido de namoro por que ninguém esperava. E eu só espero que tudo continue assim ou melhor ainda. Porque foda-se, estou tão apaixonada.

Sorrisos de Verão.

Sorrisos de VerĆ£o? Sinceramente, desde as fĆ©rias que nĆ£o sei o que Ć© sorrir a sĆ©rio, sorrir com vontade, daqueles que deixam os nossos olhos brilhantes. Quando o verĆ£o acabou era tudo um grande drama. O rapaz por quem estava apaixonada ia estudar para longe. NĆ£o sabia o que ele sentia por mim. Mas, ao mesmo tempo, estava eufórica. Ao pĆ© dele, tudo o que fazia era rir. Por volta da altura das fĆ©rias de Natal, tudo o que sabia era o sentimento de ser trocada. De nĆ£o ser suficiente. Sabem, certo? Ɖ aquele gĆ©nero de mĆ”goa que dificilmente nos larga, que aparece em todos os momentos para nos proibir de seguir em frente. Ɖ um lembrete constante de que o amor pode ser uma desilusĆ£o. E acho que me agarrei a esse sentimento de tal maneira, que o uso como desculpa para nem sequer tentar. O amor assusta-me. HĆ” tantos ses, tantos mas, tantas complicaƧƵes. E eu continuo magoada. Ɖ um gĆ©nero de mĆ”goa acumulativa que vai crescendo a cada nova desilusĆ£o. Ɖ uma soma interminĆ”vel. E, acreditem, nĆ£o...

Contraditória.

Tenho este imenso problema: ninguém me chama a atenção. Ninguém é exactamente aquilo que procuro ou comparÔvel ao que tu foste. Fico eternamente à espera daquele rapaz que apareça e me roube a respiração à primeira vista. Desejo alguém que me faça sorrir na primeira palavra que me dirija. Quero sentir faíscas, o mundo a girar, corações à nossa volta. Quero poder sonhar com um futuro naquele primeiro encontro e saber, no fundo do coração, que ele não me irÔ desiludir. Saber que após o conhecer melhor, só irÔ aumentar mais e mais o meu interesse. Mas ninguém parece ser assim, ninguém desperta essas emoções em mim. Se calhar sou eu e talvez faça demasiadas exigências. Talvez não consiga encontrar tudo o que procuro numa só pessoa. Ou então, tenho a tua imagem na minha cabeça e não encontro alguém que consiga ser mais do que aquilo que eras. Sinceramente, não sei de quem é o problema. Não quero qualquer um mas, se calhar, peço demasiado. Se calhar, dou as oportunidades aos errados e des...

Um dia no passado.

Tenho a chata sensação de que existe imenso dentro de mim para escrever nesta pĆ”gina em branco, no entanto, nĆ£o sei sequer como comeƧar. Talvez deva atrever-me a dizer que estou melhor. NĆ£o diria que jĆ” nĆ£o dói, mas Ć© mais semelhante a uma ferida distante. Ɖ como um ligeiro incómodo nos dias bons e uma lembranƧa sombria nos piores dias. Apesar disso, ergui-me «facilmente». Com o tempo tudo se torna mais fĆ”cil e, ao rever-me nesta situação, soube logo como lidar com ela. JĆ” me tinha acontecido e provavelmente vai voltar a acontecer. Sou facilmente enganada e, lição após lição, continuo sem querer aprender. Agora sei como fui tola em acreditar no impossĆ­vel. E, daqui em diante, espero dar ouvidos aos meus amigos ao invĆ©s de vendar os olhos e seguir ferozmente o coração. Ɖ esse o meu pior defeito mas, ao mesmo tempo, a minha maior virtude. Lutar pelo que quero Ć© óptimo, no entanto acaba por se tornar no motivo das minhas desilusƵes. Mas nĆ£o faz mal. Agora estĆ”s com ela e, portanto, ...

Sou só eu e um tu perdido.

Ɖ estranho. Estranho o modo como parecendo tĆ£o bem, me sinto paralelamente tĆ£o vazia. Tento encontrar palavras para o descrever mas apenas existe um vazio. Procuro desesperadamente agir normalmente, nĆ£o falar nisso, nĆ£o pensar no assunto, esquecer-te. Mas quanto mais se procura esquecer, mais fĆ”cil Ć© lembrarmo-nos. E isso estĆ” a acabar comigo. NĆ£o quero lembrar-me de uma mentira tĆ£o bem orquestrada por ti. NĆ£o quero sequer relembrar o modo como sempre acreditei em tudo o que dizias sem sequer pĆ“r em causa. A mentira estava diante de mim e eu decidi acolhĆŖ-la, fechar os olhos Ć  verdade e perdoar sempre. Escolhi-te todas as vezes para no fim acabares a escolher outra. RidĆ­culo, nĆ£o? Ao mesmo tempo, nĆ£o hĆ” ninguĆ©m que queira ouvir o que tenho a dizer sobre ti. Todos, mesmo todos, me avisaram. E, neste momento, o esperado de mim seria jĆ” ter esquecido. Mas apesar de ter sido só mais um dos teus casos amorosos, eu escolhi-te como meu Ćŗnico. E eu sinto que perdi alguĆ©m que realmente gosta...