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Que o nosso amor seja mais forte que tudo aquilo que nos separa.

Não sei o que fazer. Não sei sequer o que devo sentir neste momento. Tudo o que quero é correr atrás de ti, impedir-te de ires embora e levares o meu coração contigo. Impedir-te de travares a nossa história com um ponto final. Só quero suplicar mais uma vez, implorar até não existirem mais palavras. Mas fogo, sei tão bem que não o posso fazer. Sei que tenho de te deixar ir. E isso leva-me a um impasse sobre como me devo sentir. Talvez devesse sentir raiva por teres desistido de nós. Talvez devesse odiar-te por teres partido o meu coração. Mas, no fundo, só me sinto desamparada, num sítio onde não conheço ninguém para além de ti. Só me sinto saudosa, cheia de novidades que adorava poder partilhar contigo. Só me sinto abandonada, longe do único rapaz que quero. Impossibilitada de receber o teu abraço, de saborear os teus beijos, de entrelaçar os nossos dedos. Impossibilitada de ser um só. Resumiste-nos a nada e eu não sei lidar com isso. Não sei lidar com a tua ausência. Não sei lidar ...

Pedi demasiado de ti e, por isso, vou acabar sem nada.

Sinceramente, já não me lembrava como era a sensação, como era saber que vamos perder a pessoa que amamos. Já não me lembrava como era ficar no nosso canto numa espera dolorosa que o fim chegue. Como era implorar por alguém. E lembrar-me da sensação faz-me lembrar do porquê de sempre prometer a mim mesma que não me volto a apaixonar. Eu só não consigo passar por isto. Não outra vez. Não tão cedo. Não sem dar tudo de mim. E o problema é saber que a culpa é minha. Saber que todas as minhas lágrimas foram causadas por mim. Saber que nada do que diga ou faça vai mudar as atitudes que já tive. Saber que talvez nada do que diga ou faça mude a tua opinião sobre nós. E o mais assustador é não saber por que espero. Não saber se vamos fazer as pazes ou se vais simplesmente desistir. E bolas, estou com tanto medo. És a última pessoa que quero perder mas talvez eu mereça. Dei importância às coisas erradas. Dei mais importância às vezes que não vinhas ter comigo do que àquelas que vinhas. Dei mai...

Vamos ficar bem.

É estranho. Terrivelmente estranho pensar que estive os últimos três anos da minha vida na mesma sala de aulas que tu. Quase todos os dias, passei por ti. Dia após dia, convivi contigo. E nem por um segundo pensei que iríamos chegar a este momento. Desde o começo que todas as probabilidades estavam contra nós. Toda a gente me avisava quanto a ti, todos diziam que não devia tentar. E sinceramente, até eu acreditava nisso. Não esperava nada de ti e tentava a todo o custo rejeitar os meus sentimentos. Pressentia que estava a cometer um erro tão grande, que me ias magoar de tal maneira. Mas quanto mais tempo passava contigo maior era a minha vontade de voltar a encontrar-te. E eu nunca fui de desistir. Tinha de arriscar, tinha de saber se valerias a pena. Desse modo, recusei todos os conselhos e resolvi conhecer-te como nunca tinha feito durante todos estes anos. Deixei que contasses o teu lado das histórias e permiti-me a mim mesma acreditar na tua versão. E sabes que mais? O meu coraç...

Se calhar, o amor não chega.

Ainda só passou um mês. E em tão pouco tempo foram mais as discussões que os momentos felizes. Estou saturada. Ou melhor, ambos estamos. Qualquer coisa que diga leva a nova discussão e, sinceramente, começo a ter medo de falar. Estou só com tanto medo. Aterrorizada. Estou a entrar novamente no caminho das desilusões a passos largos. Cheguei ao ponto de estar constantemente à espera que me digas que não estás feliz. Constantemente à espera da discussão que irá despoletar o fim. E o problema é que não acho que seja possível ultrapassar isto. Nós somos como imanes que se afastam e, por muito que tente aproximar-me, sou sempre puxada novamente para trás. E o verdadeiro problema é que um mês chegou para ficar completamente apaixonada. E oh, estar apaixonada é tão, mas tão assustador. É o motivo por que choro tantas vezes. É o motivo que me leva a ficar mesmo quando tudo aponta para fugir. Mesmo quando discutes por razão alguma. Mesmo quando peço desculpa e não chega. E bolas, estou tão fa...

Apaixonada.

Nasceu do improvável, do acaso. Ninguém apostava em nós e decididamente ninguém acreditava que pudesses ser certo para mim. Foi um beijo no verdade ou consequência. Insistência por parte dos teus amigos. Conversas pela madrugada dentro. As idas ao ginásio. Aquelas noites a dançar juntos no São Pedro. Finalmente começaram os pequenos toques. O primeiro beijo. Aquelas demonstrações de carinho em frente aos teus amigos. E, por fim, o pedido de namoro por que ninguém esperava. E eu só espero que tudo continue assim ou melhor ainda. Porque foda-se, estou tão apaixonada.

Sorrisos de Verão.

Sorrisos de Verão? Sinceramente, desde as férias que não sei o que é sorrir a sério, sorrir com vontade, daqueles que deixam os nossos olhos brilhantes. Quando o verão acabou era tudo um grande drama. O rapaz por quem estava apaixonada ia estudar para longe. Não sabia o que ele sentia por mim. Mas, ao mesmo tempo, estava eufórica. Ao pé dele, tudo o que fazia era rir. Por volta da altura das férias de Natal, tudo o que sabia era o sentimento de ser trocada. De não ser suficiente. Sabem, certo? É aquele género de mágoa que dificilmente nos larga, que aparece em todos os momentos para nos proibir de seguir em frente. É um lembrete constante de que o amor pode ser uma desilusão. E acho que me agarrei a esse sentimento de tal maneira, que o uso como desculpa para nem sequer tentar. O amor assusta-me. Há tantos ses, tantos mas, tantas complicações. E eu continuo magoada. É um género de mágoa acumulativa que vai crescendo a cada nova desilusão. É uma soma interminável. E, acreditem, não...

Contraditória.

Tenho este imenso problema: ninguém me chama a atenção. Ninguém é exactamente aquilo que procuro ou comparável ao que tu foste. Fico eternamente à espera daquele rapaz que apareça e me roube a respiração à primeira vista. Desejo alguém que me faça sorrir na primeira palavra que me dirija. Quero sentir faíscas, o mundo a girar, corações à nossa volta. Quero poder sonhar com um futuro naquele primeiro encontro e saber, no fundo do coração, que ele não me irá desiludir. Saber que após o conhecer melhor, só irá aumentar mais e mais o meu interesse. Mas ninguém parece ser assim, ninguém desperta essas emoções em mim. Se calhar sou eu e talvez faça demasiadas exigências. Talvez não consiga encontrar tudo o que procuro numa só pessoa. Ou então, tenho a tua imagem na minha cabeça e não encontro alguém que consiga ser mais do que aquilo que eras. Sinceramente, não sei de quem é o problema. Não quero qualquer um mas, se calhar, peço demasiado. Se calhar, dou as oportunidades aos errados e des...