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Desistir.

Sinto-me ridícula. Pensei que tudo fosse uma questão de amor. Pensei que fosse uma questão de saudades. Mas há medida que o tempo passa apercebo-me que foi uma questão de facilidade. Que te bastou estalar os dedos para eu estar ali para ti. Que bastou uma palavra tua para teres tudo o que quisesses de mim. Sou tão parva, credo! Achei realmente que tinha significado alguma coisa para ti. Que eu tinha importância, que não querias que eu continuasse fora da tua vida. Vejo agora que eu não podia ser mais indiferente para ti. Inventei desculpas para a tua distância, para as conversas que acabavam sem resposta. Achei que precisavas de tempo, de espaço. Mas como é que não vi que tu só não precisas é de mim? E o problema é que, de alguma forma, quis acreditar que te tinha realmente tocado. Que o nosso amor tinha sido verdadeiro, embora complicado. Quis acreditar que o teu coração se sentia apertado quando ouves o meu nome. Que nas noites sem dormir roubo os teus pensamentos. Quis, como tudo...

"Se der medo, vai com medo".

O momento por que tanto esperei estava a desenrolar-se à minha frente. Era como a cena de um romance, o rapaz que voltou pela rapariga. Era o final que imaginei para mim repetidamente na minha cabeça. Era tudo aquilo em que conseguia pensar nos últimos meses e estava a acontecer. E bolas! A única coisa que senti foi um pânico tremendo. Um completo medo de fazer qualquer tipo de asneira que pudesse arruinar o que estava a suceder naquele instante. Caminhei lentamente até ti. Sinceramente, pensei que quando estivéssemos juntos iria ser constrangedor. Que aquela faísca que sempre houve entre nós talvez se tivesse extinguido. Pensei que já não soubéssemos o que era estar nos braços um do outro. Mas foi tudo tão fácil, aconteceu tudo tão naturalmente. Exatamente como o desenrolar de um filme. Fiquei surpreendida quando me deste a mão para dançar. Fiquei especialmente surpreendida com o quão esse simples toque me aqueceu. Como esse pequeno gesto despertou todas as minhas esperanças novame...

Quero(-te).

Foda-se. Que vontade de escrever e sem sequer perceber como é possível explicar tais sentimentos. Sinto-me a perder toda a sanidade existente em mim, os meus pensamentos coerentes fogem como folhas levadas pelo vento. Quero-te e não quero esperar mais para te ter. Sinto uma necessidade urgente de ti, uma saudade incontrolável. E, pela primeira vez, finalmente sinto que talvez este estado seja recíproco. Desde aquela quarta feira, desde aquela conversa, desde aquele desabafo no teu twitter. Desde que soube que tens saudades minhas, és tudo aquilo em que consigo pensar. Após dois intermináveis meses em que tudo fiz para te apagar, assomas à minha superfície. És como uma boia a navegar sobre a mais escura das marés. Tento nadar contra todas as ondas mas ambos sabemos que nadar nunca foi o meu forte. Tento aproximar-me de ti mas a ondulação continua a levar-te para longe. E quando penso que te toquei, voltas a fugir da minha vista. Onde estás? Quero-te aqui e quero-te já. Desejo saciar...

Abraço silencioso.

Existe tanto por dizer e eu simplesmente não sei por onde devo começar. As palavras morrem na minha garganta sem que as possa dirigir a ti. Os meus gritos mudos morrem cercados por estas quatro paredes cinzentas. O meu coração sofre por não te poder amar livremente. O meu corpo definha por não sentir o calor do teu. A minha face deseja poder encostar-se ao teu peito, num abraço sem palavras onde os sentimentos falassem por nós, onde a saudade fosse mais forte que todas as acções que nos separaram. Os teus braços fortes iam apertar-me contra ti, prometendo silenciosamente agarrar-me para sempre. Ias sorrir-me e eu saberia que haveríamos de arranjar uma solução. Porque se tu acreditasses, eu acreditava. Porque se tu quisesses, eu não pensava duas vezes. Porque se me sorrisses, eu ia voltar ao nosso primeiro encontro e o meu estômago ia encher-se das mais rebeldes borboletas. Iríamos estar outra vez no São Pedro abraçados desajeitadamente, sonhando com o primeiro beijo. Irias mexer-me n...

É simples: quem ama fica.

Procuro palavras e não as encontro. Lágrimas deslizam pela minha face acabando por se fundir com os meus lençóis brancos. Dentro de mim existe um vazio no lugar que outrora te pertencia. Que burra fui por confiar-te o meu amor, por acreditar que serias capaz de cuidar do meu coração. Dei-te o melhor e o pior de mim, tudo o que tinha e tudo o que não tinha. Agora sinto que não sou ninguém, que tu me tens por inteiro. E o pior é saber que sempre me deste tão pouco, que sempre fizeste o mínimo por esta relação. Tu próprio admitiste não me ter dado valor, não ter sido um bom namorado para mim, ter-me dado menos do que merecia. Não consegues imaginar o quanto me feriste, as vezes que quis desistir e que mesmo assim encontrei forças para lutar por nós. Sabes que me deste mil e uma razões para te deixar e, a cada nova razão, eu permanecia a teu lado. O que sentia por ti sempre me fez ficar e digo-te, não havia absolutamente nada que me fizesse abandonar-te. No fundo, é fácil: quem ama fica...

Que o nosso amor seja mais forte que tudo aquilo que nos separa.

Não sei o que fazer. Não sei sequer o que devo sentir neste momento. Tudo o que quero é correr atrás de ti, impedir-te de ires embora e levares o meu coração contigo. Impedir-te de travares a nossa história com um ponto final. Só quero suplicar mais uma vez, implorar até não existirem mais palavras. Mas fogo, sei tão bem que não o posso fazer. Sei que tenho de te deixar ir. E isso leva-me a um impasse sobre como me devo sentir. Talvez devesse sentir raiva por teres desistido de nós. Talvez devesse odiar-te por teres partido o meu coração. Mas, no fundo, só me sinto desamparada, num sítio onde não conheço ninguém para além de ti. Só me sinto saudosa, cheia de novidades que adorava poder partilhar contigo. Só me sinto abandonada, longe do único rapaz que quero. Impossibilitada de receber o teu abraço, de saborear os teus beijos, de entrelaçar os nossos dedos. Impossibilitada de ser um só. Resumiste-nos a nada e eu não sei lidar com isso. Não sei lidar com a tua ausência. Não sei lidar ...

Pedi demasiado de ti e, por isso, vou acabar sem nada.

Sinceramente, já não me lembrava como era a sensação, como era saber que vamos perder a pessoa que amamos. Já não me lembrava como era ficar no nosso canto numa espera dolorosa que o fim chegue. Como era implorar por alguém. E lembrar-me da sensação faz-me lembrar do porquê de sempre prometer a mim mesma que não me volto a apaixonar. Eu só não consigo passar por isto. Não outra vez. Não tão cedo. Não sem dar tudo de mim. E o problema é saber que a culpa é minha. Saber que todas as minhas lágrimas foram causadas por mim. Saber que nada do que diga ou faça vai mudar as atitudes que já tive. Saber que talvez nada do que diga ou faça mude a tua opinião sobre nós. E o mais assustador é não saber por que espero. Não saber se vamos fazer as pazes ou se vais simplesmente desistir. E bolas, estou com tanto medo. És a última pessoa que quero perder mas talvez eu mereça. Dei importância às coisas erradas. Dei mais importância às vezes que não vinhas ter comigo do que àquelas que vinhas. Dei mai...