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Mensagens

Quinta-feira.

Tenho vergonha em admitir que ver-te abalou todas as minhas certezas. Nunca diria a ninguém que verifiquei o telemóvel a noite inteira na esperança de que te sentisses um pouco perdido como eu. Tentei esconder o facto de não conseguir tirar os olhos de ti. Esforcei-me por chamar a razão, por me relembrar o quanto me magoei contigo... Mas a razão nunca me deu ouvidos no que toca a ti. Irónico é que precisei de vários meses para te expulsar do meu pensamento mas bastou uma noite para ocupares a minha cabeça de madrugada. E como nunca o diria a ninguém, escrevo-o aqui, onde o meu segredo ficará a salvo.

Que culpa tens tu se o tempo me levou?

Não sei ao certo o que escrever. Sinto que não sei nada. Ou melhor, sinto que sei mas quem me dera estar errada! O tempo continua a passar e tu estás cada vez mais distante. És uma miragem no deserto, um desejo inalcançável. E eu continuo à tua espera, tal como em todos os textos anteriores. Continuo cheia de sentimentos que transbordam de mim. Continuo sem te procurar, numa espera eterna que sintas saudades, vontade de falar comigo. Mas bolas… Eu conheço-te. E, por mais que o odeie, eu consigo aperceber-me pelas tuas atitudes que tu não precisas de mim. Que, apesar de teres dito que não sabes o que sentes, o teu amor por mim já acabou. E, a sério, não faz mal. Dizem que o tempo tudo apaga, por isso que culpa tens tu se o tempo me levou? E foda-se, tenho tanta pena. Acredita, tu eras realmente incrível. Tu foste uma surpresa enorme e superaste todas as minhas expectativas. Eras muito mais do que aquilo que os outros falavam a teu respeito e, apesar do nosso tempo juntos ter sido cur...

...

Queria não pensar em ti mas és tudo aquilo em que penso.

O que for para ser, será.

Sabes que mais? O que for para ser, será. Não estou para perder mais um segundo da minha vida a chorar por coisas que não dão certo, por amores perdidos, sentimentos não correspondidos. Não estou para inventar mais desculpas para o teu comportamento quando a resposta está mesmo à frente dos meus olhos. Eu estou aqui, no meu lugar de sempre. Eu sou tua e sei que continuo apaixonada por ti. Mas se não me procurares, também não irei andar atrás. Estou a dar a mim mesma a oportunidade de seguir em frente, de permitir que outras pessoas me conheçam. Complicar para quê? É tão simples, se me quiseres hás de me procurar. Tudo se trata de quereres alimentar o que sentes por mim ou esquecer. Trata-se de quereres começar de novo ou terminar de vez. E isso só o teu coração pode decidir. E se não voltar a ter notícias tuas, só posso presumir que não me quiseste o suficiente para nos dar uma nova hipótese. Todos nós passamos pela dor, mas continuar em sofrimento é uma escolha nossa. A partir dest...

Desistir.

Sinto-me ridícula. Pensei que tudo fosse uma questão de amor. Pensei que fosse uma questão de saudades. Mas há medida que o tempo passa apercebo-me que foi uma questão de facilidade. Que te bastou estalar os dedos para eu estar ali para ti. Que bastou uma palavra tua para teres tudo o que quisesses de mim. Sou tão parva, credo! Achei realmente que tinha significado alguma coisa para ti. Que eu tinha importância, que não querias que eu continuasse fora da tua vida. Vejo agora que eu não podia ser mais indiferente para ti. Inventei desculpas para a tua distância, para as conversas que acabavam sem resposta. Achei que precisavas de tempo, de espaço. Mas como é que não vi que tu só não precisas é de mim? E o problema é que, de alguma forma, quis acreditar que te tinha realmente tocado. Que o nosso amor tinha sido verdadeiro, embora complicado. Quis acreditar que o teu coração se sentia apertado quando ouves o meu nome. Que nas noites sem dormir roubo os teus pensamentos. Quis, como tudo...

"Se der medo, vai com medo".

O momento por que tanto esperei estava a desenrolar-se à minha frente. Era como a cena de um romance, o rapaz que voltou pela rapariga. Era o final que imaginei para mim repetidamente na minha cabeça. Era tudo aquilo em que conseguia pensar nos últimos meses e estava a acontecer. E bolas! A única coisa que senti foi um pânico tremendo. Um completo medo de fazer qualquer tipo de asneira que pudesse arruinar o que estava a suceder naquele instante. Caminhei lentamente até ti. Sinceramente, pensei que quando estivéssemos juntos iria ser constrangedor. Que aquela faísca que sempre houve entre nós talvez se tivesse extinguido. Pensei que já não soubéssemos o que era estar nos braços um do outro. Mas foi tudo tão fácil, aconteceu tudo tão naturalmente. Exatamente como o desenrolar de um filme. Fiquei surpreendida quando me deste a mão para dançar. Fiquei especialmente surpreendida com o quão esse simples toque me aqueceu. Como esse pequeno gesto despertou todas as minhas esperanças novame...

Quero(-te).

Foda-se. Que vontade de escrever e sem sequer perceber como é possível explicar tais sentimentos. Sinto-me a perder toda a sanidade existente em mim, os meus pensamentos coerentes fogem como folhas levadas pelo vento. Quero-te e não quero esperar mais para te ter. Sinto uma necessidade urgente de ti, uma saudade incontrolável. E, pela primeira vez, finalmente sinto que talvez este estado seja recíproco. Desde aquela quarta feira, desde aquela conversa, desde aquele desabafo no teu twitter. Desde que soube que tens saudades minhas, és tudo aquilo em que consigo pensar. Após dois intermináveis meses em que tudo fiz para te apagar, assomas à minha superfície. És como uma boia a navegar sobre a mais escura das marés. Tento nadar contra todas as ondas mas ambos sabemos que nadar nunca foi o meu forte. Tento aproximar-me de ti mas a ondulação continua a levar-te para longe. E quando penso que te toquei, voltas a fugir da minha vista. Onde estás? Quero-te aqui e quero-te já. Desejo saciar...