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Mereces mais, muito mais.

Tenho medo. Tanto medo. Sinto que me estás a escapar entre os dedos. Sinto o sabor da perda, mesmo antes de te perder. Sinto o desfecho inevitável a aproximar-se cada vez mais de nós. Depois da conversa de ontem, sei que não existe futuro. Sei que da maneira que te sentes, chegámos a um beco sem saída. E porque não o aceito? Porque não te deixo ir? Porque continuo a fazer-te acreditar que vai ficar tudo bem, se eu mesma não sei se ainda acredito? A única certeza que tenho, é do quanto te amo. E engraçado, é que sempre achei que o amor vencia tudo, e és tu quem me vai ensinar que não. Sei que simplesmente roubei um pouco mais de tempo, que enganei o “fim”. Sei que os próximos beijos que te roubar, estarão em contagem decrescente para os últimos. E foda-se, ainda não foste embora, e já me sinto como se o meu chão tivesse sido arrancado debaixo dos meus pés. O meu coração sente-se tão partido, por saber que estás infeliz. E mais uma vez me pergunto, porque te faço ficar? Juro, tudo o que ...

Talvez, seja só mais uma.

Sentia-me tão orgulhosa de mim mesma. Tão especial. Sentia que tínhamos tudo aquilo que desejei para nós há cinco anos atrás. Quis crer que te tinha mudado, que estavas para ficar. Mas como posso acreditar que te ensinei a não ter medo de uma relação, se constantemente tentas fugir? No fundo, não te ensinei nada. Queria tanto acreditar que eu era a tal, mas, talvez, seja apenas rídicula. Talvez, seja apenas aquela que continua a rastejar e a suplicar para tu ficares sempre que tentas partir.

Desculpa por tudo e por nada.

Havia tanto para te dizer naquele momento, mas a minha garganta sufocava com todas as lágrimas que tentava conter. Queria defender-me, mas as palavras morriam nos meus lábios. Nunca fui boa com palavras e tudo o que te consegui oferecer foi silêncio. E agora nada me resta para além de um turbilhão de sentimentos. No fundo, só te posso pedir desculpa. Desculpa por tudo e por nada. Desculpa se, mais uma vez, não te soube ter. Desculpa se não fui a tal, se não fui suficiente para te prender. Desculpa se sentes que a culpa é minha. E desculpa se sinto que a culpa é tua. A verdade é que não nos entendemos. E foda-se, quem me dera conseguir compreender-te. Quem me dera que conseguisses compreender-me. Quem me dera que todo este amor não fosse em vão. Quem me dera não estar a chorar neste momento, sabendo que pouco há a fazer por nós. Quis crer que era destino. Quis crer que eras meu e que nada te ia tirar de mim. Quis crer que era a tal, que ia fazer-te acreditar no amor e querer sonhar com ...

Um turbilhão de sentimentos.

Sabes, nunca julguei um dia vir a estar na posição de partir o coração de alguém. Nunca pensei que teria de causar a alguém toda a dor que eu já sofri. Sempre fui eu a esquecida. E, sinceramente, só gostava de perguntar a algum dos meus ex namorados como o fez. Como reuniu a coragem. Como conseguiu olhar-me nos olhos enquanto acabava com os meus sonhos de uma vida a dois. Só quero que alguém o faça por mim porque eu nunca te quis magoar. Não era minha intenção deixar de te amar. 

De ti, vou querer sempre mais.

Não sei o que escrever mas, no entanto, quero tanto escrever sobre ti. Quero explicar ao mundo a sensação de coração cheio que me dás. Durante tanto tempo, nunca conheci um amor tão evidente como o que tu sentes por mim. No meu íntimo sempre duvidei, sempre desconfiei. Mas tu fazes-me sentir segura. Sou tua e eu sei-o. E, bolas, como quero poder dizer que é o destino. Que tu estás traçado a ser meu. Quero acreditar que a distância e o tempo nunca nos vão apagar. Quero criar mais e mais memórias contigo. Seis meses não me chegam. Os cinco anos que já te tive do meu lado, como melhor amigo, não me chegam. De ti, vou querer sempre mais. E só me pergunto a mim mesma como não te vi antes. Olhava-te, mas não te via. Como? Como é que estive tanto tempo a perder um amor assim? Como é que durante tanto tempo, nem um beijo te roubei? Estiveste sempre lá, sempre à minha frente. Sempre o primeiro a curar os meus corações partidos, quando tu o fazes sentir tão completo. Sinceramente, nem sei po...

Quinta-feira.

Tenho vergonha em admitir que ver-te abalou todas as minhas certezas. Nunca diria a ninguém que verifiquei o telemóvel a noite inteira na esperança de que te sentisses um pouco perdido como eu. Tentei esconder o facto de não conseguir tirar os olhos de ti. Esforcei-me por chamar a razão, por me relembrar o quanto me magoei contigo... Mas a razão nunca me deu ouvidos no que toca a ti. Irónico é que precisei de vários meses para te expulsar do meu pensamento mas bastou uma noite para ocupares a minha cabeça de madrugada. E como nunca o diria a ninguém, escrevo-o aqui, onde o meu segredo ficará a salvo.

Que culpa tens tu se o tempo me levou?

Não sei ao certo o que escrever. Sinto que não sei nada. Ou melhor, sinto que sei mas quem me dera estar errada! O tempo continua a passar e tu estás cada vez mais distante. És uma miragem no deserto, um desejo inalcançável. E eu continuo à tua espera, tal como em todos os textos anteriores. Continuo cheia de sentimentos que transbordam de mim. Continuo sem te procurar, numa espera eterna que sintas saudades, vontade de falar comigo. Mas bolas… Eu conheço-te. E, por mais que o odeie, eu consigo aperceber-me pelas tuas atitudes que tu não precisas de mim. Que, apesar de teres dito que não sabes o que sentes, o teu amor por mim já acabou. E, a sério, não faz mal. Dizem que o tempo tudo apaga, por isso que culpa tens tu se o tempo me levou? E foda-se, tenho tanta pena. Acredita, tu eras realmente incrível. Tu foste uma surpresa enorme e superaste todas as minhas expectativas. Eras muito mais do que aquilo que os outros falavam a teu respeito e, apesar do nosso tempo juntos ter sido cur...

...

Queria não pensar em ti mas és tudo aquilo em que penso.

O que for para ser, será.

Sabes que mais? O que for para ser, será. Não estou para perder mais um segundo da minha vida a chorar por coisas que não dão certo, por amores perdidos, sentimentos não correspondidos. Não estou para inventar mais desculpas para o teu comportamento quando a resposta está mesmo à frente dos meus olhos. Eu estou aqui, no meu lugar de sempre. Eu sou tua e sei que continuo apaixonada por ti. Mas se não me procurares, também não irei andar atrás. Estou a dar a mim mesma a oportunidade de seguir em frente, de permitir que outras pessoas me conheçam. Complicar para quê? É tão simples, se me quiseres hás de me procurar. Tudo se trata de quereres alimentar o que sentes por mim ou esquecer. Trata-se de quereres começar de novo ou terminar de vez. E isso só o teu coração pode decidir. E se não voltar a ter notícias tuas, só posso presumir que não me quiseste o suficiente para nos dar uma nova hipótese. Todos nós passamos pela dor, mas continuar em sofrimento é uma escolha nossa. A partir dest...

Desistir.

Sinto-me ridícula. Pensei que tudo fosse uma questão de amor. Pensei que fosse uma questão de saudades. Mas há medida que o tempo passa apercebo-me que foi uma questão de facilidade. Que te bastou estalar os dedos para eu estar ali para ti. Que bastou uma palavra tua para teres tudo o que quisesses de mim. Sou tão parva, credo! Achei realmente que tinha significado alguma coisa para ti. Que eu tinha importância, que não querias que eu continuasse fora da tua vida. Vejo agora que eu não podia ser mais indiferente para ti. Inventei desculpas para a tua distância, para as conversas que acabavam sem resposta. Achei que precisavas de tempo, de espaço. Mas como é que não vi que tu só não precisas é de mim? E o problema é que, de alguma forma, quis acreditar que te tinha realmente tocado. Que o nosso amor tinha sido verdadeiro, embora complicado. Quis acreditar que o teu coração se sentia apertado quando ouves o meu nome. Que nas noites sem dormir roubo os teus pensamentos. Quis, como tudo...

"Se der medo, vai com medo".

O momento por que tanto esperei estava a desenrolar-se à minha frente. Era como a cena de um romance, o rapaz que voltou pela rapariga. Era o final que imaginei para mim repetidamente na minha cabeça. Era tudo aquilo em que conseguia pensar nos últimos meses e estava a acontecer. E bolas! A única coisa que senti foi um pânico tremendo. Um completo medo de fazer qualquer tipo de asneira que pudesse arruinar o que estava a suceder naquele instante. Caminhei lentamente até ti. Sinceramente, pensei que quando estivéssemos juntos iria ser constrangedor. Que aquela faísca que sempre houve entre nós talvez se tivesse extinguido. Pensei que já não soubéssemos o que era estar nos braços um do outro. Mas foi tudo tão fácil, aconteceu tudo tão naturalmente. Exatamente como o desenrolar de um filme. Fiquei surpreendida quando me deste a mão para dançar. Fiquei especialmente surpreendida com o quão esse simples toque me aqueceu. Como esse pequeno gesto despertou todas as minhas esperanças novame...

Quero(-te).

Foda-se. Que vontade de escrever e sem sequer perceber como é possível explicar tais sentimentos. Sinto-me a perder toda a sanidade existente em mim, os meus pensamentos coerentes fogem como folhas levadas pelo vento. Quero-te e não quero esperar mais para te ter. Sinto uma necessidade urgente de ti, uma saudade incontrolável. E, pela primeira vez, finalmente sinto que talvez este estado seja recíproco. Desde aquela quarta feira, desde aquela conversa, desde aquele desabafo no teu twitter. Desde que soube que tens saudades minhas, és tudo aquilo em que consigo pensar. Após dois intermináveis meses em que tudo fiz para te apagar, assomas à minha superfície. És como uma boia a navegar sobre a mais escura das marés. Tento nadar contra todas as ondas mas ambos sabemos que nadar nunca foi o meu forte. Tento aproximar-me de ti mas a ondulação continua a levar-te para longe. E quando penso que te toquei, voltas a fugir da minha vista. Onde estás? Quero-te aqui e quero-te já. Desejo saciar...

Abraço silencioso.

Existe tanto por dizer e eu simplesmente não sei por onde devo começar. As palavras morrem na minha garganta sem que as possa dirigir a ti. Os meus gritos mudos morrem cercados por estas quatro paredes cinzentas. O meu coração sofre por não te poder amar livremente. O meu corpo definha por não sentir o calor do teu. A minha face deseja poder encostar-se ao teu peito, num abraço sem palavras onde os sentimentos falassem por nós, onde a saudade fosse mais forte que todas as acções que nos separaram. Os teus braços fortes iam apertar-me contra ti, prometendo silenciosamente agarrar-me para sempre. Ias sorrir-me e eu saberia que haveríamos de arranjar uma solução. Porque se tu acreditasses, eu acreditava. Porque se tu quisesses, eu não pensava duas vezes. Porque se me sorrisses, eu ia voltar ao nosso primeiro encontro e o meu estômago ia encher-se das mais rebeldes borboletas. Iríamos estar outra vez no São Pedro abraçados desajeitadamente, sonhando com o primeiro beijo. Irias mexer-me n...

É simples: quem ama fica.

Procuro palavras e não as encontro. Lágrimas deslizam pela minha face acabando por se fundir com os meus lençóis brancos. Dentro de mim existe um vazio no lugar que outrora te pertencia. Que burra fui por confiar-te o meu amor, por acreditar que serias capaz de cuidar do meu coração. Dei-te o melhor e o pior de mim, tudo o que tinha e tudo o que não tinha. Agora sinto que não sou ninguém, que tu me tens por inteiro. E o pior é saber que sempre me deste tão pouco, que sempre fizeste o mínimo por esta relação. Tu próprio admitiste não me ter dado valor, não ter sido um bom namorado para mim, ter-me dado menos do que merecia. Não consegues imaginar o quanto me feriste, as vezes que quis desistir e que mesmo assim encontrei forças para lutar por nós. Sabes que me deste mil e uma razões para te deixar e, a cada nova razão, eu permanecia a teu lado. O que sentia por ti sempre me fez ficar e digo-te, não havia absolutamente nada que me fizesse abandonar-te. No fundo, é fácil: quem ama fica...

Que o nosso amor seja mais forte que tudo aquilo que nos separa.

Não sei o que fazer. Não sei sequer o que devo sentir neste momento. Tudo o que quero é correr atrás de ti, impedir-te de ires embora e levares o meu coração contigo. Impedir-te de travares a nossa história com um ponto final. Só quero suplicar mais uma vez, implorar até não existirem mais palavras. Mas fogo, sei tão bem que não o posso fazer. Sei que tenho de te deixar ir. E isso leva-me a um impasse sobre como me devo sentir. Talvez devesse sentir raiva por teres desistido de nós. Talvez devesse odiar-te por teres partido o meu coração. Mas, no fundo, só me sinto desamparada, num sítio onde não conheço ninguém para além de ti. Só me sinto saudosa, cheia de novidades que adorava poder partilhar contigo. Só me sinto abandonada, longe do único rapaz que quero. Impossibilitada de receber o teu abraço, de saborear os teus beijos, de entrelaçar os nossos dedos. Impossibilitada de ser um só. Resumiste-nos a nada e eu não sei lidar com isso. Não sei lidar com a tua ausência. Não sei lidar ...

Pedi demasiado de ti e, por isso, vou acabar sem nada.

Sinceramente, já não me lembrava como era a sensação, como era saber que vamos perder a pessoa que amamos. Já não me lembrava como era ficar no nosso canto numa espera dolorosa que o fim chegue. Como era implorar por alguém. E lembrar-me da sensação faz-me lembrar do porquê de sempre prometer a mim mesma que não me volto a apaixonar. Eu só não consigo passar por isto. Não outra vez. Não tão cedo. Não sem dar tudo de mim. E o problema é saber que a culpa é minha. Saber que todas as minhas lágrimas foram causadas por mim. Saber que nada do que diga ou faça vai mudar as atitudes que já tive. Saber que talvez nada do que diga ou faça mude a tua opinião sobre nós. E o mais assustador é não saber por que espero. Não saber se vamos fazer as pazes ou se vais simplesmente desistir. E bolas, estou com tanto medo. És a última pessoa que quero perder mas talvez eu mereça. Dei importância às coisas erradas. Dei mais importância às vezes que não vinhas ter comigo do que àquelas que vinhas. Dei mai...

Vamos ficar bem.

É estranho. Terrivelmente estranho pensar que estive os últimos três anos da minha vida na mesma sala de aulas que tu. Quase todos os dias, passei por ti. Dia após dia, convivi contigo. E nem por um segundo pensei que iríamos chegar a este momento. Desde o começo que todas as probabilidades estavam contra nós. Toda a gente me avisava quanto a ti, todos diziam que não devia tentar. E sinceramente, até eu acreditava nisso. Não esperava nada de ti e tentava a todo o custo rejeitar os meus sentimentos. Pressentia que estava a cometer um erro tão grande, que me ias magoar de tal maneira. Mas quanto mais tempo passava contigo maior era a minha vontade de voltar a encontrar-te. E eu nunca fui de desistir. Tinha de arriscar, tinha de saber se valerias a pena. Desse modo, recusei todos os conselhos e resolvi conhecer-te como nunca tinha feito durante todos estes anos. Deixei que contasses o teu lado das histórias e permiti-me a mim mesma acreditar na tua versão. E sabes que mais? O meu coraç...

Se calhar, o amor não chega.

Ainda só passou um mês. E em tão pouco tempo foram mais as discussões que os momentos felizes. Estou saturada. Ou melhor, ambos estamos. Qualquer coisa que diga leva a nova discussão e, sinceramente, começo a ter medo de falar. Estou só com tanto medo. Aterrorizada. Estou a entrar novamente no caminho das desilusões a passos largos. Cheguei ao ponto de estar constantemente à espera que me digas que não estás feliz. Constantemente à espera da discussão que irá despoletar o fim. E o problema é que não acho que seja possível ultrapassar isto. Nós somos como imanes que se afastam e, por muito que tente aproximar-me, sou sempre puxada novamente para trás. E o verdadeiro problema é que um mês chegou para ficar completamente apaixonada. E oh, estar apaixonada é tão, mas tão assustador. É o motivo por que choro tantas vezes. É o motivo que me leva a ficar mesmo quando tudo aponta para fugir. Mesmo quando discutes por razão alguma. Mesmo quando peço desculpa e não chega. E bolas, estou tão fa...

Apaixonada.

Nasceu do improvável, do acaso. Ninguém apostava em nós e decididamente ninguém acreditava que pudesses ser certo para mim. Foi um beijo no verdade ou consequência. Insistência por parte dos teus amigos. Conversas pela madrugada dentro. As idas ao ginásio. Aquelas noites a dançar juntos no São Pedro. Finalmente começaram os pequenos toques. O primeiro beijo. Aquelas demonstrações de carinho em frente aos teus amigos. E, por fim, o pedido de namoro por que ninguém esperava. E eu só espero que tudo continue assim ou melhor ainda. Porque foda-se, estou tão apaixonada.

Sorrisos de Verão.

Sorrisos de Verão? Sinceramente, desde as férias que não sei o que é sorrir a sério, sorrir com vontade, daqueles que deixam os nossos olhos brilhantes. Quando o verão acabou era tudo um grande drama. O rapaz por quem estava apaixonada ia estudar para longe. Não sabia o que ele sentia por mim. Mas, ao mesmo tempo, estava eufórica. Ao pé dele, tudo o que fazia era rir. Por volta da altura das férias de Natal, tudo o que sabia era o sentimento de ser trocada. De não ser suficiente. Sabem, certo? É aquele género de mágoa que dificilmente nos larga, que aparece em todos os momentos para nos proibir de seguir em frente. É um lembrete constante de que o amor pode ser uma desilusão. E acho que me agarrei a esse sentimento de tal maneira, que o uso como desculpa para nem sequer tentar. O amor assusta-me. Há tantos ses, tantos mas, tantas complicações. E eu continuo magoada. É um género de mágoa acumulativa que vai crescendo a cada nova desilusão. É uma soma interminável. E, acreditem, não...